05/01/2022 às 14h16min - Atualizada em 05/01/2022 às 14h16min

Fuja para as montanhas: 10 refúgios para conhecer nas férias

FONTE: Tamer Comunicação - FOTOS: Reprodução Google
Pico Maior de Friburgo, com 2.366 metros, localizado no Parque dos Três Picos, o maior parque estadual do estado do Rio de Janeiro
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As montanhas são os ecossistemas terrestres mais ricos do planeta, com grande biodiversidade de fauna e flora; ainda é preciso consciencializar a população para a importância da sua preservação
 
Montanhas e morros abrigam 15% da população mundial e cerca de 915 milhões de pessoas dependem das montanhas para garantir o seu sustento. Embora o Brasil seja reconhecido internacionalmente por suas praias, quem quiser aproveitar as férias de verão de forma diferente tem a possibilidade explorar diversos destinos e altitudes. Passeios de montanha não são só para os alpinistas, há opções para vários perfis de viajantes.
 
Segundo a ONU, 22% da superfície terrestre é coberta por montanhas, que têm papel importante para o crescimento econômico sustentável. Estudos apontam que as regiões montanhosas hospedam mais de um quarto das plantas e animais terrestres e 30% das principais áreas de biodiversidade, sobretudo por serem ambientes resilientes. “O relevo acidentado e íngreme dificulta atividades humanas, que ficam restritas às áreas mais planas”, diz o pesquisador Roberto Fusco, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).
 
“Embora o terreno acidentado traga obstáculos para atividades humanas, as diferentes altitudes em uma região montanhosa possibilitam o desenvolvimento de flora e fauna diversificada, enriquecendo a biodiversidade. Além dos serviços ambientais prestados, os ecossistemas de montanha também têm potencial para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico. Em regiões montanhosas, a atividade turística pode impulsionar o crescimento local, considerando ainda que a sustentabilidade das montanhas depende de que seu entorno e paisagens sejam preservados”, diz Emerson Oliveira, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.
 
DICAS - Antes de visitar uma região serrana ou montanha, busque informações detalhadas sobre seu percurso, nível de dificuldade, necessidade de acompanhamento de guia e equipamentos exigidos e aconselhados. Preste atenção na vestimenta e nos calçados para evitar quedas e proteger o corpo de arranhões e picadas de insetos. Não esqueça da água e de alimentos para o caminho, lembrando sempre de descartar o lixo gerado de forma adequada. Há inúmeras opções de trajetos e durações - mas se você é iniciante na atividade, comece por destinos próximos da sua cidade e de percurso fácil a moderado.
 

Veja algumas opções de picos e montanhas que podem ser visitados em diferentes partes do Brasil:
 
Serra do Mar

 
 A Serra do Mar é uma região montanhosa que se estende por aproximadamente 1.500 quilômetros, ao longo do litoral do Sudeste e Sul do Brasil, de Santa Catarina ao Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, estão localizados alguns dos picos mais altos da serra, como o Pico Maior de Friburgo, com 2.366 metros. Ele fica no Parque dos Três Picos, o maior parque estadual do Estado.
 
Pico das Agulhas Negras e Prateleiras (Parque Nacional do Itatiaia)
 
O Parque Nacional do Itatiaia foi o primeiro parque nacional do Brasil. Lá estão o Pico das Agulhas Negras (o quinto ponto mais alto do país, com cerca de 2.790 metros de altitude) e o Maciço ou Pico das Prateleiras (com aproximadamente 2.540 metros de altitude). São dois dos melhores pontos do Brasil para praticar atividades de aventura como escaladas e trekking. A trilha do Pico das Prateleiras é considerada mais fácil, sendo 10 quilômetros em percurso bem demarcado. Já a trilha do Pico das Agulhas Negras tem grau de dificuldade mais elevado, pois contém trechos expostos que exigem o uso de cordas.
 
Travessia Marins-Itaguaré (Serra da Mantiqueira)
 
Trekking que liga duas das maiores montanhas da região da Serra da Mantiqueira, o Pico dos Marins (2.420 metros de altitude) e o Pico Itaguaré (2.300 metros de altitude). Tem nível de dificuldade de moderado a difícil. Apesar de ter 15 quilômetros de extensão, a variação de altitude e seu terreno rochoso tornam o percurso lento em alguns trechos.
 
Monte Roraima (Serra de Pacaraima)
 
Uma pedra gigante e quadrada em meio à paisagem e repleta de quedas de água. O Monte Roraima é um tepui, um monte em formato de mesa bastante característico da região das Guianas. A montanha ainda guarda no seu interior inúmeras cavernas, que se interligam e formam a maior caverna de quartzo do mundo. A altitude do cume é de 2.810 metros e está localizado na Serra de Pacaraima e na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

 

Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí - SP)
 
Uma das mais icônicas do estado de São Paulo, a Pedra do Baú fica num trecho da Serra da Mantiqueira, entre São Bento do Sapucaí e Campos do Jordão. Formada por granitos e outros minerais, chega a 340 metros de altura, de onde se avistam até 20 cidades nos arredores. Tudo isso após uma jornada de 6 horas de trilha.
 
 
Conjunto Marumbi (PR)
 
No coração da Grande Reserva Mata Atlântica, na cidade de Morretes, esta cadeia de montanhas é formada por picos entre 600 e 1.500 metros de altitude. Importante área de conservação ambiental, o Parque Estadual garante vistas para a linha férrea histórica e a baía de Paranaguá. O Morro do Rochedinho está entre os percursos para iniciantes.
 
Pico do Jaraguá (SP)
 
O maior da metrópole de São Paulo, o Jaraguá está a 1.132 metros de altitude. A formação rochosa conta com remanescentes da Mata Atlântica e fica numa área preservada da Serra da Cantareira, podendo ser acessada por trilhas que levam a uma vista panorâmica para a cidade paulistana.
 
Pico da Neblina (AM)
 
É o pico mais alto do Brasil, a 2.995 metros de altitude. Em Santa Isabel do Rio Negro, nas proximidades com a fronteira da Venezuela, está o pico de rochas cristalinas e sedimentares, localizado no Parque Nacional do Pico da Neblina, que tem acesso a partir da reserva dos índios ianomâmis, parceiros de operadoras de turismo para fazer o percurso guiado.
 
Pedra da Gávea (RJ)
 
A montanha dentro da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, também ganha um título importante: é o maior bloco de pedra à beira-mar do mundo. Acima de seus 842 metros de altura, é possível ver a orla carioca, as Zonas Sul e Norte, além de outras montanhas da Tijuca. Seu acesso é por uma trilha longa e difícil, exigindo bom condicionamento físico.
 
Serra do Rio do Rastro (SC)
 
Localizada no sul de Santa Catarina, a Serra do Rio do Rastro é percorrida por uma estrada cênica, com curvas acentuadas e subida íngreme. A paisagem é marcada por florestas com Araucárias, cachoeiras, paredões rochosos e cânions. A natureza pode ser explorada em diferentes trilhas.
 

 
 

 
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