24/12/2021 às 14h02min - Atualizada em 24/12/2021 às 14h02min

A jornada de QB Costello como imigrante nos Estados Unidos vai virar livro

FONTE: Brand-News - FOTOS: Brand-News/Divulgação
Queila, mais conhecida como QB Costello, em visita ao Brand-News: história contada em livro
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Poços-caldense que trabalha na Cruz Vermelha veio ao Brasil para fechar contrato com a editora que vai publicar seu livro autobiográfico
 
Nas últimas semanas ela foi entrevistada pelos principais veículos de comunicação de Poços, reviu amigos e passeou pela cidade onde nasceu há 49 anos. Queila Araújo Costello - hoje conhecida como QB Costello, sobrenome do marido, Allan Costello - veio ao Brasil para fechar contrato com a editora carioca Autografia, que irá publicar seu livro autobiográfico “O preço da minha jornada”. A data da publicação ainda não foi definida, mas deve acontecer no primeiro semestre de 2022, antes da Bienal do Livro de São Paulo, oportunidade em que estará divulgando o livro. Antes disso, Queila fará o lançamento em Poços.
 
A história gira em torno de sua vivência como imigrante nos Estados Unidos. As dificuldades, anseios, fatos decisivos que marcaram sua trajetória de vida. “Espero ajudar as pessoas, afinal vivi 20 anos sem retornar ao Brasil, sem poder ver a família”, disse. “Foram momentos nos quais não podia contar com ninguém, só com Deus”.
Queila cita um ditado que diz mais ou menos assim: “Na América é onde o filho chora e a mãe não vê” para dizer que todos sofrem, de alguma forma, pelo distanciamento forçado. “Você perde membros da família e não pode voltar, as dificuldades são muitas, aprendemos a ver um mundo diferente, por isso o livro retrata uma história de superação e fé”.
 
A história tem início em 1998, quando ela saiu do Brasil para estudar medicina na Bolívia. Sem finalizar o curso, depois de uma rápida volta ao Brasil regressou à América, desta vez para fixar residência e trabalhar na Cruz Vermelha. Depois de um curso intensivo e da mudança para o Novo México, tornou-se Supervisora Nacional de Desastres em Shelters (abrigos).
O trabalho à frente da organização humanitária que presta assistência às vítimas da guerra e de outras situações de violência, não está no livro. É mais recente. “A Cruz Vermelha faz um trabalho excepcional. Os voluntários doam seu tempo, suas habilidades, trabalham com amor sem receber nada”, destaca. No início de janeiro, já em solo americano, Queila deverá ir para Kentucky, uma das dezenas de regiões devastadas por tornados que atingiram oito estados americanos neste mês de dezembro.
 
Aventureira, adepta de esportes radicais - ela já escalou com o marido o pico mais alto do Arizona e do Novo México e agora se prepara para subir as montanhas do Colorado -, Queila mora no deserto, a duas milhas do Rio Grande, na fronteira entre México e Estados Unidos, usado por muitos como rota mais rápida e perigosa para entrar ilegalmente nos EUA.
A casa, segundo ela, é totalmente sustentável e fica no “meio do nada”. Tudo ali é reciclado, a água é de mina, e materiais como pneus, barro e vidros estão por todo lado. Solar, não usa eletricidade. O uso eficiente da água e energia priorizam a saúde e o bem-estar. Uma relação saudável com o meio ambiente, um estilo de vida. Um estilo QB Costello de viver.





 
 
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