06/12/2021 às 15h09min - Atualizada em 06/12/2021 às 15h09min

Museu Judaico de São Paulo está aberto à visitação

FONTE: a4&holofote comunicação - FOTOS: Divulgação/ Fernando Siqueira
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Localizado no bairro de Bela Vista, o espaço foi inaugurado no domingo, dia 5. A exemplo de outros museus judaicos do mundo, o MUJ pretende apresentar histórias plurais judaicas conectando-as ao público brasileiro
 
Museu Judaico de São Paulo (MUJ) foi aberto para visitação no domingo, dia 05, em São Paulo. O espaço foi aberto após 20 anos de planejamento, fruto de uma mobilização da sociedade civil. Além de quatro andares expositivos, os visitantes também terão acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um café que servirá comidas judaicas.
Localizado no antigo prédio do templo Beth-EL - uma das sinagogas mais antigas da cidade - o espaço fica na Rua Martinho Prado, 128, no bairro da Bela Vista, e passou por um processo de restauração, modernização e a construção de um prédio contemporâneo anexo para finalmente receber o público.
Estão à frente do projeto o presidente Sergio Simon, o diretor executivo Felipe Arruda e, na curadoria, a pesquisadora e crítica Ilana Feldman, além do grupo de voluntários que construiu a instituição.
 
São quatro exposições simultâneas: duas de longa duração, sendo elas A vida Judaica, sobre os rituais e ciclo de vida judaico, e Judeus no Brasil: histórias trançadas, que expõe as várias correntes migratórias dos judeus para o Brasil, do início da colonização ao Brasil republicano; e duas temporárias: Inquisição e cristãos-novos no Brasil: 300 anos de resistência, sobre a luta dos cristãos-novos para reconstruir suas vidas no país durante os 300 anos de vigência da Inquisição, e Da Letra à Palavra, que explora a relação entre a arte e a escrita, a imagem e a palavra, a partir da reunião de 32 artistas basilares da arte contemporânea brasileira.
 
A programação expositiva do museu tem por objetivo cultivar e manter vivas as diversas expressões, histórias, memórias, tradições e valores da cultura judaica, tecendo também um diálogo com o contexto brasileiro, com o tempo presente e com as aspirações de seus diferentes públicos, criando assim uma matriz baseada em princípios de diversidade, resistência e atualidade.
"Concebemos o Museu Judaico de São Paulo como um espaço de visões plurais sobre o judaísmo, apresentado como um complexo sistema cultural e identitário, que está sempre se reinventando. A partir da experiência judaica, o MUJ reflete sobre o tempo presente e cria tranças com a diversidade cultural do contexto brasileiro, acionando debates sobre preconceito, intolerância e outras questões sociais e políticas urgentes", afirma Felipe Arruda.
 
DIVERSIDADE E CONTEMPORANEIDADE - O MUJ aborda a história e a memória como fenômenos vivos, que costuram passado, presente e futuro, mas também se dedica a incentivar as produções artísticas contemporâneas, promovendo um diálogo profícuo entre as narrativas e expressões judaicas, a cultura brasileira e a arte contemporânea. Sendo um museu conectado a seu tempo, o MUJ integra a narrativa memorial de seu acervo histórico - como um talit com mais de 150 anos e talheres vindos de um campo de concentração, além de numerosos documentos e objetos - às produções atuais que elaboram a experiência judaica. Segundo a curadora do MUJ, Ilana Feldman, o museu "não é apenas lugar de preservação e difusão, mas de produção de conhecimento e experiências, em conexão com o tempo presente".
 
EXPOSIÇÕES - As exposições materializam um rigoroso trabalho curatorial e museológico, fruto do esforço da instituição para estabelecer pontes de diálogos tanto dentro da comunidade quanto para o público não-judeu. A partir de obras multimídia, objetos históricos, documentos e fotografias, o museu apresenta quatro exposições.
Como aponta Sergio Daniel Simon, presidente do Museu, "tanto a presença quanto a perseguição contra o seu povo no Brasil acontecem há séculos". Fugindo dos usuais estereótipos históricos que se concentram apenas no brutal antissemitismo disseminado durante a Segunda Guerra Mundial, Simon destaca a perseguição dos criptojudeus ibéricos flagelados pela Inquisição. São, portanto, cinco séculos de resistência e força, materializados nas programações do MUJ.
 
PATROCÍNIO - O MUJ conta com patrocínio da Fundação Arymax, Antonietta e Leon Feffer, Sergio Zimerman, Banco Itaú, Banco Safra, Instituto Cultural Vale, Lilian e Luis Stuhlberger | Verde Asset Management, Hapvida, entre outros apoiadores essenciais para a realização.


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