18/11/2021 às 15h11min - Atualizada em 18/11/2021 às 15h11min

Últimos dias da exposição do pintor italiano Giorgio Morandi no CCBB-SP

FONTE: a4&holofote comunicação - FOTO: Divulgação
Natureza morta, 1951, óleo sobre tela

O Legado de Morandi fica em cartaz até dia 22 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Com curadoria da dupla Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello, a mostra reúne 57 obras, entre pinturas, fotos, colagem e instalação. 34 trabalhos são de Giorgio Morandi (1890-1964) e 23 de artistas que tem uma correlação com o trabalho do artista
 
Com uma investigação profunda da cor e da luz permeando sutilezas, Giorgio Morandi se dedicou intensamente na pintura de naturezas-mortas, especialmente de conjuntos de garrafas. Seu estilo ficou marcado por uma obra que reflete sobre o tempo e as relações produzidas pelo olhar. Esse universo é representado em O Legado de Morandi, que fica em cartaz até 22 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Com curadoria da dupla Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello, a mostra reúne obras que vieram diretamente do Museo Morandi, localizado na cidade de Bolonha. O artista também participa da 34ª Bienal de São Paulo, que poderá ser visitada gratuitamente no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, até 5 de dezembro de 2021.
 
"O percurso expositivo apresenta uma variedade de obras diversas - entre pinturas, aquarelas, desenhos e gravuras - que formam uma métrica composta por contínuas referências formais e variações tonais, e trazem à luz os temas examinados por Morandi desde os primórdios até a maturidade: naturezas mortas, flores e paisagens, os temas privilegiados da sua contínua pesquisa de novas modalidades representativas e objetos de uma indagação extremamente atual sobre a linguagem pictórica e gráfica e sobre as infinitas relações possíveis entre volumes, espaço, luz e cor", ressalta o curador Gianfranco Maraniello.
 
O artista tinha particular interesse pelas pinceladas de Paul Cézanne, André Derain, Douanier Rousseau, Pablo Picasso e Georges Braque, além de mestres da tradição italiana como Giotto di Bondone, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca. A sua pintura foca numa gama bastante reduzida de temas, como as vistas do povoado de Grizzana ou as célebres naturezas-mortas de garrafas e potes. Nas obras, é possível ver as sutis mudanças na luz da tarde, a poeira que se deposita nos objetos, a passagem do tempo que se faz visível na própria matéria das garrafas que reaparecem uma e outra vez, quadro após quadro, ano após ano.
 
Essa exposição proporciona um reencontro de Morandi com o Brasil, pois o artista recebeu o Prêmio de pintura na IV Bienal de São Paulo em 1957. "É uma oportunidade para prolongar o tempo e o olhar sobre a sua obra, para além do contato excepcional de 1957. Uma tentativa de oferecer novas possibilidades de adquirir familiaridade com as séries pictóricas e retraçar os motivos da sua "ordem", graças ao extraordinário volume de patrimônio e de iniciativas que qualificam o Museu dedicado ao artista por sua cidade natal", comenta Maraniello.
 
No térreo do CCBB, uma reprodução fotográfica em grande formato de Luigi Ghirri levará o público a ter a sensação de estar no ateliê do próprio Morandi. Na exposição, o público ainda pode conferir obras de outros artistas que se inspiraram no trabalho de Morandi, como Josef AlbersWayne ThiebaudFranco VimercatiLuigi GhirriRachel Whiteread e Lawrence Carroll.
De acordo com Maraniello, todos foram impactados pelo trabalho do pintor italiano e mostram a capacidade de atingir várias gerações.
 
 
SERVIÇO
O Legado de Morandi
Período expositivo: Até 22 de novembro
Ingressos: agendamento através do app ou site Eventim
Classificação Indicativa: Livre
Entrada gratuita
 
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo-SP
Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças.
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô

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