23/09/2021 às 16h00min - Atualizada em 23/09/2021 às 16h00min

Museu Histórico e Geográfico recebe exposição “Pop Poços”

FONTE E FOTOS: Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Poços de Caldas

A artista carioca Marina Junqueira apresenta as sete imagens da série Photoboxing Pop Poços intercaladas com telas abstratas que também surgiram durante o processo criativo em Minas Gerais, intituladas pela artista como “respiros criativos”
 
Desde ontem (22), a Sala de Exposições Temporárias do Museu Histórico e Geográfico abriga a exposição “Pop Poços”, da artista Marina Junqueira. Desenvolvida in loco, a série exprime interpretações individuais e íntimas de cenas cotidianas e populares da cidade que a artista visita desde a barriga de sua mãe. São sete obras que aportam um novo olhar para o Coreto, a Villa Junqueira, as Thermas Antonio Carlos, a Cascata das Antas e o comércio local.
É uma mistura de olhar lúdico da criança que se divertia nos passeios em pontos icônicos com uma visão madura de quem enxerga também a realidade poços-caldense. A série, que é uma ode a Poços de Caldas, não deixa de mostrar uma crítica apaixonada da cidade.
 
Marina Junqueira apresenta as sete imagens da série Photoboxing Pop Poços intercaladas com telas abstratas que também surgiram durante o processo criativo em Minas Gerais, intituladas pela artista como “respiros criativos”. Carioca da gema, com ascendência mineira por parte de mãe, Junqueira quer provocar a imaginação do público, atraí-lo para dentro de seu trabalho.
 
Uma foto é o pano de fundo para uma obra viva, pulsante e colorida, construída pelo que a artista chama de “interferências”: são adesivos, desenhos, colagens que se amalgamam de forma indissociável produzindo uma imagem única, muitas vezes na qual não é mais possível identificar quais elementos são originais da foto. “Comecei a usar a foto como pano de fundo para o que eu chamei de photoboxing, que é como se eu estivesse encaixotando as fotos com as minhas coisas”, explica a artista.
A exposição pode ser vista no Museu Histórico e Geográfico, de terça a sexta-feira, das 10h às 16h; aos sábados, das 14h às 17h; e aos domingos, das 10h às 13h. “O Museu é nosso, é de todos e nossa proposta é trabalhar para que ele seja cada vez mais um espaço vivo, dinâmico e coletivo. Neste sentido, a exposição Photoboxing Pop Poços cumpre este papel de interface entre o histórico e o contemporâneo”, destaca a coordenadora do Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas, Marina Andrade.
 
PHOTOBOXING - As séries Photoboxing são produzidas em técnica mista e expressam a ligação da artista com lugares ou temas de seu apreço. Nelas, fluxo é a palavra-chave. Tudo começa pelo suporte, que é uma ampliação de uma fotografia feita pela artista de uma cena cotidiana.
Ao observar suas imagens, Marina Junqueira entrevê seres, criaturas, manchas que se transformam em personagens. Estes elementos todos criam seu mundo particular sobre aquele momento capturado. Uma série de interferências - como desenhos e colagens - expressa suas percepções surrealistas e dão vida a um universo psicodélico.
 
A ARTISTA - Desde que se entende por gente, Marina Junqueira se interessa profundamente pelo que vê. Marina não conceitua nem hierarquiza, o que ela vê é apreciado apenas pela capacidade das imagens de encantar e sugerir.
A exploração das possibilidades expressivas da linguagem visual a levou por breves passagens em cursos de Arquitetura e Comunicação Visual e por anos de trabalho na criação de imagens em movimento em vídeo e filme.
Em 2017, Marina sente uma necessidade urgente de criar o seu próprio repertório visual. Assim emerge como artista, com a espontaneidade dos iniciantes, mas armada de uma clara visão estética.
A trajetória mais usual de artistas visuais passa por um período de formação onde lentamente se conforma um estilo individual. Junqueira pulou essa etapa. Desde a primeira apresentação de uma obra a curadores, em 2018, a originalidade da sua visão é reconhecida imediatamente.
Depois de uma rápida sucessão de coletivas no país, em 2020 ela faz sua primeira exposição individual na The Muse Gallery em Londres, um espaço de prestígio apoiado pelo Arts Council /UK.
 
DUALIDADE - Segundo a curadora da exposição, Cacá Monteiro, a obra de Marina apresenta uma dualidade cativante. Ao mesmo tempo em que apresenta um ímpeto experimental, buscando novos suportes, materiais e formatos, demonstra uma consistência desconcertante. Se, de longe, as obras podem parecer alegres e infantis, de perto elas apresentam um grito coletivo. É possível reconhecer, em cada uma delas, desejos, incertezas e descontentamentos íntimos.
As cores vibrantes, os seres oníricos e as palavras flutuantes levam o espectador a mundos imaginários, muitas vezes divertidos, mas nem sempre confortáveis. Não há segurança na fruição. É um mergulho em um terreno inquieto. O universo criado pela artista é povoado de personagens únicos: são seres híbridos, metade humanos, metade outra coisa que se expõem sem pudor. Os objetos soltos nos remetem ao cotidiano e desafiam nosso senso de ordem e organização, desestabilizando as mentes mais metódicas. Palavras flutuam muitas vezes contradizendo as imagens ao seu redor e criando um novo significado.
 
Mais sobre a artista em www.marinajunqueira.com.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Precisa de ajuda?
Atendimento
Precisa de ajuda? Fale conosco pelo Whatsapp