22/09/2021 às 17h51min - Atualizada em 22/09/2021 às 17h51min

Setembro Verde: Entenda por onde começa a prevenção do câncer colorretal

FONTE: jaqueline.mata@linkcomunicacao.com.br - FOTO: Divulgação
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Especialistas da Rede Mater Dei de Saúde destacam que a prevenção do câncer de intestino começa pela compreensão do que são os pólipos intestinais e como preveni-los
 
Pouca conhecida do grande público, mas de extrema relevância para a sociedade, a campanha do Setembro Verde traz o alerta para a prevenção ao câncer de intestino do câncer de cólon e reto, também conhecido como câncer de intestino. E no próximo dia 25, sábado, a Rede Mater Dei, com o apoio da Sociedade Mineira de Coloproctologia, realiza o VI Simpósio de Câncer Colorretal, dessa vez, em formato totalmente online. O público alvo são coloproctologistas, gastroenterologistas, oncologistas, nutrólogos e endoscopistas, entre outros especialistas, além de residentes e acadêmicos de medicina.
Assim como outros cânceres, o tumor localizado no cólon e reto tem grandes chances de cura se descoberto e tratado precocemente. Especialistas da Rede Mater Dei de Saúde destacam que a prevenção do câncer de intestino começa pela compreensão do que são os pólipos intestinais e como preveni-los.
 
Mas o que são pólipos e por que se formam?
 
Pólipos são pequenas lesões e elevações, parecidas com verrugas, que podem aparecer em vários órgãos do corpo humano, porém, no intestino podem ocasionar tumores malignos. Essas lesões podem, por vezes, não ocasionar sintomas graves e serem silenciosas, por isso devem ser rastreadas através do exame de colonoscopia, que é indolor e deve ser feito habitualmente a partir dos 45 anos de idade. “A identificação desses pólipos é essencial como medida preventiva ao câncer de cólon porque para impedir a formação de uma lesão pré-cancerosa, todo pólipo identificado na colonoscopia é removido durante o procedimento. Isso é uma forma direta de evitar o câncer de intestino”, afirma o coloproctologista Rodrigo Gomes.
Outro importante meio de prevenção é conhecer os fatores de risco para o surgimento dessas lesões e adquirir hábitos que previnam o seu surgimento. As pessoas devem ficar atentas ao histórico familiar; consumo excessivo de bebida alcoólica e de alimentos gordurosos; dieta com baixa concentração de fibras; obesidade e síndromes genéticas causadoras de pólipos.
 
CÂNCER COLORRETAL E OS JOVENS - Apesar do exame de rastreamento (colonoscopia) ser indicado a partir dos 45 anos de idade, é importante ressaltar que o câncer colorretal está se tornando mais comum entre os jovens. Além de questões genéticas, o fator ambiente e hábitos de vida ruins também são fatores de risco para o surgimento de tumores malignos. Apesar de não serem atribuídas como causas para o surgimento do câncer de intestino, o aumento exacerbado do consumo de alimentos ultraprocessados aliados ao sedentarismo e obesidade são fatores prejudiciais à saúde intestinal.
 
SINAIS - De acordo com a coloproctologista Daniele Saito, em todas as idades é importante estar atento a sintomas que possam indicar suspeita. “A chance de cura está diretamente relacionada ao estágio da doença no diagnóstico, por isso, não espere os sintomas para ir ao médico. Na fase inicial o câncer de intestino é uma doença silenciosa”, enfatiza a especialista.
Entre os sinais que podem indicar a doença estão: presença de sangue nas fezes; alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre, alternados); dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia; perda de peso sem caso aparente; alteração na forma das fezes (fezes afiladas ou em fita); presença de massa (tumoração) abdominal; pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva.
 
Cuidados adquiridos ao longo da vida também são essenciais para a prevenção deste tipo de câncer. “Prática regular de atividades físicas, adoção de uma dieta rica em fibras e evitar a obesidade reduzem a incidência de câncer de intestino. Além disso, a interrupção do tabagismo, alcoolismo, redução da ingestão excessiva de carnes vermelhas, abolição da ingestão de carnes processadas como salsicha, presunto, salame, carnes defumados, linguiça industrializadas, são atitudes fundamentais para reduzir o risco desse tipo de câncer”, destaca o coloproctologista da Rede Mater Dei de Saúde, Fabio Lopes de Queiroz.
 
Os especialistas alertam que quando identificada, a doença deve ser tratada de forma eficaz e rápida. "O câncer de intestino pode afetar outros órgãos através das metástases (quando as células migram para outros órgãos) ou por invasão direta dos órgãos ao redor. Tanto as metástases quanto a invasão local têm tratamento”, comenta o coloproctologista Matheus Mayer. Ele destaca que manter uma boa nutrição durante o tratamento é fundamental para otimizar os resultados.
 
 
SERVIÇO:
VI Simpósio de Câncer Colorretal
Dia: 25 de setembro de 2021
Acesse o link https://www.materdei.com.br/simposiocolorretal, confira a programação e faça a sua inscrição
 
 

 
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