14/09/2021 às 15h42min - Atualizada em 14/09/2021 às 15h42min

Setembro Amarelo: Fabiano de Abreu dá dicas para pacientes com depressão

FONTE: Jennifer da Silva - Suporte MF Press Global - FOTO: Reprodução Google
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“Eu já temia a possibilidade de que pessoas com depressão e/ou ansiedade potencializada, no confinamento, sendo bombardeadas com notícias ruins e a má utilização da ansiedade, poderiam piorar o quadro depressivo ou chegar nele; e ter um aumento no número de suicídios", afirma o especialista
 
Estamos no ‘Setembro Amarelo’, e nunca na história este tema se tornou tão relevante como no momento de pandemia que vivemos. A campanha iniciada em 2015 no Brasil escolheu o mês de setembro para que possamos nos conscientizar e ajudar, contribuindo com a prevenção, assim é possível evitar que a depressão leve ao suicídio.
 
Após relatos de suicídios relacionados com o coronavírus e o confinamento a ele associada, o PhD, neurocientista, psicanalista, membro da Mensa e especialista em estudos da mente humana, Fabiano de Abreu, foi contatado. Após ter confirmado que o número de casos de depressão se acentuou com esta crise psicológica da pandemia, o pesquisador logo concentrou-se em pesquisas e análises para avaliar o que ele já previa ocorrer.
 
Em momento de reclusão e isolamento social, por conta do cenário mundial - pandemia de coronavírus -, se você é portador da doença “Depressão”, observe algumas questões “preventivas” bastante pertinentes:
 
. Mantenha o seu tratamento psicoterápico via online, a grande maioria dos profissionais estão a trabalhar nessa modalidade.
. Se faz uso de medicação, siga corretamente a prescrição médica. Não aumente a dosagem, nem faça desmame por conta própria.
. Se a sua medicação está terminando, entre em contato com o seu psiquiatra, todos estão a trabalhar sob novos protocolos.
. Mantenha-se informado somente por vias sérias e éticas de notícias. Evite “fake news”.
. Trabalhe a sua respiração através da meditação. A respiração consciente e ritmada, mantém a homeostase do corpo.
. Durma bem, o sono fisiológico possibilita uma “psicoprofilaxia”, filtragem e limpeza de metabólitos cerebrais.
. Mantenha uma alimentação equilibrada. Alimentos funcionais, menos processados e coloridos. “Descasque mais e desembrulhe menos”
. Beba água, mantenha-se hidratado para o melhor funcionamento de todo o sistema de filtragem e eliminação, mantendo o organismo em bom funcionamento.
. Use a criatividade e o espaço possível para uma atividade física que goste.
. Evite excesso de álcool, evite drogas. Mantenha-se lúcido.
. Mantenha a rotina, isso faz com que você continue orientado no tempo.
. Desenvolva um plano, e faça um planejamento para realizar uma “comemoração” quando tudo isso passar.
. Traga para sua mente bons pensamentos e boas emoções. O que nós pensamos, nós sentimos.
Pense coisas boas!
. Sinta-se pertencendo a um grupo, o sentimento de pertença traz-nos importância.
. Faça chamadas de vídeo ou mesmo videoconferência para reunir os amigos.
. Não falta tempo, por isso organize a casa, os armários, leia os livros que guardou na estante, assista aos filmes e as séries que queria e não tinha “tempo”.
. Descubra um talento oculto, e trabalhe-o como uma TO - Terapia Ocupacional: escrever, desenhar, pintar, esculpir, cozinhar, bordar…
 
Para casos mais graves em que tenha ocorrido uma tentativa ou pensamentos de suicídio, trabalhe na “redução de danos”, seguindo orientações básicas:
 
. Seja presente de forma integral na vida do sujeito portador do transtorno - depressão.
. Aproxime-se de pessoas que estão em sofrimento emocional/psicológico.
. Ofereça conversa com escuta de qualidade.
. Conduza a conversa até perceber que a pessoa está segura e confiando em si.
. Pergunte abertamente se ela já pensou na própria morte.
. Com o terreno preparado, pergunte se ela já pensou em tirar a própria vida.
. Pergunte que método ela escolheria e por que seria assim?
. Deixe-a falar, chorar, contar todo o seu plano.
. Após tomar conhecimento da idealização e do planeamento, mostra-se solidário.
. Compreenda “sem julgar”, a partir daí ofereça um “pacto ou um contrato de preservação” à vida.
 
O desafio e a confissão trazem alívio. Deixando a pessoa com o recurso de procurar ajuda naquele confidente ou num grupo de ajuda.
Quando nos esvaziamos desse sentimento de angústia e desesperança, começamos a valorizar a vida.
Ter alguém que guarda o nosso segredo conecta-nos a um outro ser. Esse sentimento de confiança forma um elo e traz motivação para superar o momento.
Ter ciência do plano e do planeamento para a execução, podendo tirar da pessoa a ferramenta que ela utilizaria.
Recolha a medicação, retire o que puder ser feito de corda, lâminas cortantes, e não deixe a pessoa sozinha.
A presença traz a companhia e inibe a tentativa de atentar contra a própria vida.

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