03/09/2021 às 16h18min - Atualizada em 03/09/2021 às 16h18min

Fábrica de metais sanitários investirá R$ 300 milhões em Poços de Caldas

FONTE: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Poços de Caldas
O prefeito Sérgio Azevedo e Guilherme Bertani, diretor da Docol, durante assinatura do documento
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Escolha da empresa por se instalar no estado fortalece o polo industrial do Sul de Minas; expectativa é que o novo negócio gere 500 empregos diretos e 4 mil indiretos
 
Faltando pouco mais de um ano para as comemorações de 150 anos de Poços de Caldas, o município ganhou um presente que trará impacto positivo para toda a população. A Docol, uma das maiores fabricantes brasileiras de metais sanitários, anunciou um investimento de R$ 300 milhões em uma nova fábrica na cidade, voltada para louças sanitárias, com previsão de gerar até 500 empregos diretos e outros 4 mil indiretos. 
A empresa informou que a fase de planejamento da nova fábrica foi finalizada e já nas próximas semanas pretende dar início à aquisição de máquinas e equipamentos, e também iniciar a construção dos prédios que vão abrigar as instalações. A previsão de início das atividades é entre 2023 e 2024. 

A primeira fábrica mineira da Docol vai produzir aproximadamente dez linhas de produtos de louças sanitárias, entre eles: bacias, bidês, caixas de descarga, cubas, lavatórios, mictórios e tanques. Atualmente, a empresa possui fábricas em Joinvile (SC) e São Paulo (SP). 
Com atuação em todos os estados do Brasil, a companhia - que já é líder na América Latina em exportações de metais sanitários -, mantém negócios em mais de 30 países. De acordo com o presidente da empresa, Guilherme Bertani, a fábrica mineira contribuirá para a estratégia de crescimento do grupo tanto no mercado interno quanto externo.
“A nova unidade em Poços de Caldas irá contribuir para o aumento dos negócios no Brasil, especialmente na região, e responderá por uma fatia significativa do faturamento da empresa”, afirma Bertani. 

AMBIENTE POSITIVO - Além da localização geográfica - próxima dos principais mercados consumidores -, mão de obra qualificada e disponibilidade de matérias-primas, o presidente da empresa ressaltou que o ambiente de negócios encontrado em Minas também favoreceu a tomada de decisão pelo investimento. “O ambiente é muito positivo. Há um interesse legítimo do Governo do Estado, das prefeituras, da câmara legislativa e de vereadores em estimular o setor produtivo, desenvolvendo Minas economicamente, gerando novas oportunidades”, observa.

A presença da Docol no Sul de Minas vai fortalecer o polo de louças sanitárias da região, que ainda inclui a Lorenzetti, também em Poços, além da Icasa e da Kohler, em Andradas. “Com o investimento, a Docol estará posicionada entre os principais fabricantes de louças sanitárias do Brasil. Hoje, Minas já representa perto de 10% dos nossos negócios”, concluiu Bertani.

MINAS X SÃO PAULO - O gerente de Negócios da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), Renato Garcia, contou que as tratativas com a empresa duraram aproximadamente seis meses e foram marcadas pela vitória do estado em relação a São Paulo, que também estava no páreo. Conforme Garcia, dois fatores foram determinantes para agilizar o processo de definição do investimento em Minas: o primeiro foi a presença de gasodutos no município e o segundo foi a forte atuação da concessionária local de energia elétrica (DME Poços de Caldas).
“Estávamos disputando com outros estados, sobretudo com São Paulo. Graças a esse conjunto de fatores, que ainda incluiu a apresentação de um tratamento tributário adequado e competitivo, conseguimos atrair a empresa. Este é um grande marco para o município”, afirma.
O gerente de Negócios do Indi reforça que a presença da Docol vai fortalecer a região como um dos mais importantes polos de louças sanitárias do país. “A companhia vem fortalecer ainda mais a cadeia regional nesse segmento, que já conta com alguns dos principais nomes do mercado”, comemora. 
 
PARCERIA - Outra notícia que fortalece ainda mais a economia regional é que o Indi firmou um acordo de cooperação com a Agência de Desenvolvimento de Poços de Caldas (ADPC). A parceria tem o propósito de fortalecer os elos entre os setores público e privado, viabilizando a atração de mais investimentos para o município. 
Na avaliação do prefeito de Poços de Caldas, Sérgio Azevedo, a junção de forças entre diferentes esferas do poder público - alinhadas à iniciativa privada -, é um caminho certeiro para o desenvolvimento do município. Ele comemorou o acordo de cooperação realizado com a agência local de desenvolvimento econômico. “A formalização da parceria da Agência de Desenvolvimento de Poços com o Indi nos assegura iniciativas mais assertivas. Nós conhecemos as potencialidades da cidade e iremos focar em projetos que fortaleçam a vinda de investimentos e a geração de emprego e renda. Essa união entre empresários, sociedade civil e poder público, nas diferentes esferas, vai trazer resultados importantes para a população de Poços e região”, destaca. 
 
 
“Poços vai ser a cidade que mais vai gerar empregos nos próximos anos”, afirmou Thiago Mariano, secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho
 
 
DISTRITO INDUSTRIAL - O Parque Industrial já conta com 18 empresas instaladas e outras 20 estão em negociação. E em breve, outras nove, que estão em processo de implantação, irão começar a operar. Em agosto, seis delas anunciaram investimentos de R$ 40 milhões com a geração de 200 novos empregos. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho tem trabalhado na busca efetiva desses empresários. “Nosso objetivo é juntar as possibilidades de Poços, a qualidade de vida diferenciada, os bons indicadores, água e esgoto tratados, energia elétrica de qualidade, mão de obra qualificada, universidades, segurança e ir para o mercado apresentar isso. E como foi dito pelo diretor da empresa Docol, por que não estar em Poços, depois de ver tudo isso? Estamos muito felizes. Poços será a cidade que mais vai gerar empregos nos próximos anos”, concluiu Thiago Mariano, secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.





 
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