Eu faço parte de um grupo de idosos que não aceita o envelhecimento como "adjetivo depreciativo".
Aposentado que sou e com 80 anos, não aceito o pejorativo da idade. Ainda que para muitos esse seria o veridicto do condenado ao envelhecimento de fato, sigo trabalhando com dinamismo, desenvoltura e prazerosamente ainda...
Da página do dicionário vem à tona a "Resiliência". Descobri um certo parentesco dela com a minha parceira "Perseverança".
No reavivar contínuo dos meus compromissos profissionais redescobri, com alegria, meus compromissos comigo mesmo.
Sempre que possível, coloco o relógio na gaveta e escondo as horas.
Deixo que minhas vontades determinem as tarefas.
Busco o prazer para fazer as coisas que me são minhas.
Adoto conversas soltas e cheias de risos, mesmo porque o riso rejuvenesce.
Tempero minhas amizades com pitadas de amor e romanceio meus dias.
Desafio enfim, minha mente, a escrever o que penso com poucas palavras e ainda assim, dizer tudo.
Esta é a arte de ser idoso e não ser velho.
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