E por falar em saudade,
resolvi perambular por umas trilhas conhecidas,
no reverso da lógica, inventando uma mão dupla,
só para ver os rostos que vêm andando.
Eu não posso ver a mim mesmo, eu sei,
mas posso sentir-me, nas expressões que vão se remoçando nas minhas lembranças.
Como as pessoas vão se rejuvenescendo na medida
que vou caminhando no contra passo do futuro,
nos flertes que começam tímidos e vão se acalorando nos risos,
nos olhares, nos desejos que pulsam no corpo!
Como são lindas as mulheres, seus sorrisos largos,
seus corpos maravilhosos!
Sinto saudades de mim.
Não importa como eu tenha sido.
O que importa são os amores vividos
e até os não vividos, os amores sonhados...
De repente, um empurrão, um algo chamado realismo,
ou que outro nome seja, colocou-me “de volta para o futuro”.
Ah, essas minhas pequenas loucuras...
São simples, são fugazes,
mas são gostosas de vivenciar!
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