Ao se viver pensando no futuro, o indivíduo joga inúmeras possibilidades reais para a imaginação do que poderá acontecer, e perde a oportunidade de fazer acontecer agora, hoje.
Esta constatação, tão evidente quanto simplória, irrisória até, alcança a todos os que no conceito da juventude, chegaram ao futuro.
Para essas pessoas, cuja juventude faz parte do passado, o futuro não existe, pois todas elas continuam a viver o presente, condicionadas sim, às alterações físicas que, num processo degenerativo, as fazem diferentes do que foram.
Apesar disso, enquanto o computador cerebral mantiver a qualidade dos programas, ele passará informações altamente evoluídas e dosadas de sabedoria, capazes de fazer do suposto futuro, um tempo presente ainda gratificante.
São novos descobrimentos mentais que o tempo presente dos indivíduos do futuro proporciona, aproximando-os da razão, na compreensão da existência e na consciência do ocaso físico que, em dado momento apagará o computador, na amnésia final que determinará o fim das mensagens e apontará, melancolicamente, o tal futuro, que não será vivido, porque não haverá mais o que viver.
O futuro, então, seria como o sonho - nada além de uma expectativa, ou como a esperança -nada além de um sonho.
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