09/11/2020 às 16h51min - Atualizada em 09/11/2020 às 16h51min

Resgatando as belezas da Costa do Golfo do Mississippi

Em agosto de 1999, há pouco mais de 21 anos, eu e Lurdinha éramos convidados a conhecer um dos lugares mais bonitos e charmosos do estado do Mississippi, a Costa do Golfo, que integra pequenas cidades ao longo de seu litoral, entre elas Ocean Springs e Biloxi, esta conhecida na época como a cidadezinha de menos de 50 mil habitantes que concentrava maior número de cassinos depois de Las Vegas.
Vínhamos de uma visita de quase uma semana em New Orleans, hospedados no Omni Royal, localizado no French Quarter, a obra-prima europeia das Américas.
Havíamos decidido deixar duas de nossas malas no depósito do hotel, e partirmos em direção a Ocean Springs, uma das charmosas cidadezinhas rica em história e tradições, surgida no ano de 1699 quando Pierre LeMoyne, Senhor de Iberville, a serviço da França, estabeleceu-se definitivamente naquela região.
Quando lá chegamos, a cidade era uma comunidade próspera, com o charme de suas casas e mansões históricas, suas ruas sinuosas e arborizadas, chalés e pousadas maravilhosas, muitas das quais dirigidas pelas próprias famílias, excelentes restaurantes, lojas e galerias de arte escondidos pelos suntuosos parques e jardins, além de suas praias de areia branca e límpidas.
Também, entre suas atrações, o Museu de Arte Walter Anderson, considerado um dos maiores museus da arte americana e do ídolo maior de toda a Costa do Golfo, com suas salas adornadas de paredes artisticamente pintadas, onde ele produzia toda a sua arte.
Depois da Guerra Civil e com a chegada da estrada de ferro, a pequena estação ferroviária local passou a servir como uma galeria de arte e sede da Câmara do Comércio e do Centro de Visitas.
 
Hospitalidade, respeito e a confiança de uma comunidade em seus visitantes 
A chave, sob o tapete da porta principal, é o menos importante
 
As nossas viagens turísticas, sempre pautadas pela organização, não só de nossa parte como também de nossos anfitriões, sempre aconteceram como planejadas. No entanto, alguns fatos interessantes e dignos de serem compartilhados com nossos leitores, sempre aconteceram. 
E um deles, que marcou nossa presença em Ocean Springs, foi certamente a hospitalidade, o respeito e a confiança daquela pequena comunidade mississippiana, e o interesse de sua população em atender bem a seus visitantes.
Convidados pelo Mississippi Dept. of Economic and Community Development para visitar a Costa do Golfo, iniciamos por essa pequenina cidade, e qual não foi nossa surpresa, na troca de faxes comuns na época, a orientação para que ficássemos hospedados numa casa, na Washington Ave. 623, onde também funcionava uma galeria de arte.
E o mais interessante foi que, à hora agendada para a nossa chegada, por volta das 16h, nós encontraríamos a chave dessa mansão/galeria, sob um tapete colocado na frente da porta principal, para que pudéssemos adentrar ao local e à nossa suíte que utilizaríamos naqueles dias de permanência na cidade.
Ao abrirmos a porta, deparamo-nos com uma belíssima galeria, obras e objetos de arte balinense que jamais poderíamos aquilatar seu valor pela sua beleza e importância. A suíte, primorosamente decorada com motivos regionais, localizada na parte posterior do salão, foi evidentemente por nós curtida.
Realmente, foi este talvez, um dos acontecimentos mais relevantes em toda a nossa história de viagens por todos os 58 países que visitamos nestes 44 anos.
Uma hora depois, Margareth Miller, proprietária da pequena galeria e maravilhosa mansão, que também era a Presidente Executiva da Câmara de Comércio e Centro de Visitantes de Ocean Springs, passava com seu automóvel e nos apanhava para darmos uma volta pela cidade e usufruir de um saboroso jantar no Fisherman´s Wharf, restaurante tradicional de pratos de frutos do mar da cidade.
 
Conhecer o Museu de Arte Walter Inglis Anderson é imperdível
 
Artista, naturalista, místico, interpreta a história de Walter Anderson através de momentos e locais centrais de sua vida, apresentados em conversas com temas maiores dos séculos XX e XXI. Uma reintrodução para o artista-filósofo que revolucionou a arte no Sul, a exposição apresenta a grande obra de Anderson - e muitas de suas criações mais raras e excepcionais - no contexto expansivo da imaginação americana. Esta exploração aprofundada da
coleção inclui cenários para novas exibições, justaposições e discussões contemporâneas. A estrutura, como o mundo em constante mudança e regeneração de Walter Anderson, prepara o terreno para novas expansões, interações e evoluções da coleção permanente nos próximos anos.
 
Ocean Springs - O que ver e apreciar
 
Viagem de volta no tempo para quando o algodão era rei e Nova Orleans e outras
cidades da Costa do Golfo do Mississippi eram cidades portuárias que deslumbravam os visitantes com a sua colorida cultura crioula.
 
Embarque no histórico Steamboat Natchez para uma manhã ou tarde flutuar pelo
poderoso Mississippi. Passeie pelo convés, admire a icônica roda de pás, aprecie a música ao vivo e tire fotos pitorescas da bela orla urbana. Esta excursão familiar oferecia, na época, um almoço buffet opcional (despesa adicional). Saiba mais sobre Cruzeiro pelo porto Natchez em barco a vapor em New Orleans com música ao vivo 2020 - Nova Orleans - https://www.viator.com/pt-BR/tours/New-Orleans/Steamboat-Natchez-Harbor-Cruise/d675-3780STEAM?mcid=56757
 
BILOXI - A Las Vegas do Sul
 
Biloxi reúne vários cassinos, instalados em resorts, que oferecem campos de golfe e buffets. Alguns nomes que merecem destaque são o Beau Rivage Resort & Casino, o Boomtown Casino, o IP Casino Resort e o Hard Rock Hotel and Casino. Outro ótimo lugar no Mississippi para tentar a sorte é o New Palace Casino Point Cadet.
 
BILOXI - no Mississippi, reúne famosos cassinos
 
A pouco mais de duas horas de automóvel de New Orleans, numa bela rodovia, grande parte suspensa sobre lagoas e braços de mar, Biloxi é uma cidade litorânea com belíssimas praias, uma gama enorme de atrações, requintados hotéis-cassinos e finos restaurantes.
A maioria dos turistas que visitam o Mississippi ficam surpresos com a variedade de paisagens, a quantidade de hotéis, resorts, cassinos e a beleza natural de suas praias, reconhecendo a região como uma das mais bonitas e interessantes dos Estados Unidos. Não só pela sua cultura nativa, como também pela sua história intimamente ligada à Guerra Civil Americana.
Na época, a região era habitada pelos índios biloxi, um ramo da tribo Cherokee. Mais tarde, foi dominada pelos espanhóis e depois fez parte da compra feita pelo  Estado de Louisiana, vendida pelos franceses. Nove fantásticos cassinos estão alinhados pela orla.
O primeiro hotel-cassino da Costa do Golfo foi o Isle of Capri Cassino – inaugurado em 1992, onde eu e Lurdinha ficamos hospedados, um belo edifício de 15 andares e cerca de 370 apartamentos e três restaurantes. Depois da passagem do furacão Katrina, suas obras ainda não foram totalmente restauradas.
 
BILOXI - a vantagem da proximidade com New Orleans
 
A história do cassino de Biloxi data da década de 1940. Na época, aberto, embora tecnicamente ilegal, o jogo acontecia em um cassino dentro do Broadwater Beach Resort.
No início dos anos 1960, a Costa do Golfo emergiu novamente como uma alternativa principal à Flórida como um destino de férias, e Biloxi, o destino preferido.
Com a restauração de hotéis em Biloxi, foram contratados chefs da França e da Suíça em um esforço para fornecer algumas das melhores cozinhas de frutos do mar do país. Edgewater Mall foi construído em 1963.
Na década de 1990, com a introdução do jogo legal no Mississippi, Biloxi tornou-se um importante centro na indústria de cassinos de resort.
Os novos hotéis e complexos de jogos de azar geraram milhões de dólares em receitas de turismo para a cidade. Os complexos de cassino mais famosos eram o resort cassino Beau Rivage, o Hard Rock Hotel and Casino, o Cassino Magic, o Grand Casino, o Cassino Resort Biloxi da Ilha de Capri, o Cassino Boomtown, o Resort Casino Broadwater e o Palácio Imperial. Como Tunica County na parte norte do estado, Biloxi e a região circundante da Costa do Golfo eram consideradas um importante centro de jogos de azar no sul dos Estados Unidos.
Antes do furacão Katrina, Biloxi era a terceira maior cidade do Mississippi, atrás de Jackson e Gulfport. Devido à destruição generalizada e inundações, muitas pessoas deixaram a cidade.
 
O que ver e apreciar em Biloxi
 
Descubra um pouco mais sobre a história local visitando a belíssima propriedade de cerca de 20 hectares, conhecida como Beauvoir. Ela foi a última morada de Jefferson Davis, uma das figuras mais importantes da Guerra de Secessão. No local também estão a Tomb of the Unknown Confederate Soldier (Tumba ao Soldado Confederado Desconhecido) e o Civil War Museum
O Biloxi Visitors Center é um ótimo lugar para começar sua visita à cidade. No local, você poderá pegar mapas e folhetos da cidade, assistir a um curta-metragem sobre a vida em Biloxi e admirar as exibições do museu sobre a história da região. Por uma taxa simbólica, é possível reservar uma visita guiada ao Biloxi Lighthouse, um dos edifícios históricos mais fotografados da costa do Golfo.
 
Estado da Magnolia - a hospitalidade é o ponto forte dos Mississipianos
 
Alguns estados americanos têm como compromisso turístico mais importante, a hospitalidade para com os seus visitantes. Na nossa viagem a Ocean Springs e Biloxi, fomos surpreendidos com essa característica marcante deles.
Na última noite de nossa visita a Biloxi, hospedados no Isle of Capri Crown Plaza Resort, fomos convidados pela gerência do hotel para um jantar no Farradday´s Restaurant, um dos três do resort. Faziam parte da mesa, eu e Lurdinha, a gerente do hotel, Srta. Lori Hutzler, e a diretora do Mississippi Gulf Coast CVB Kea Bird. Em determinado momento, conversando com Lori, disse a ela de minha preocupação para retornar no dia seguinte a New Orleans, apanhar nossas malas deixadas no Omni Hotel do French Quarter e depois seguir para o aeroporto, com destino a São Paulo, já que não saberia os horários disponíveis dos ônibus.
Disfarçadamente, Lori acionou o seu pager (o celular da época) e começou a falar com alguém da recepção. Minutos depois ela se dirigia a mim e, carinhosamente informava-nos: “Mr and Mrs Camillo. Eu já tenho a solução para a sua viagem. Amanhã, após o breakfast, dirijam-se com suas malas até a recepção, que nosso motorista irá levá-los para o aeroporto”.
Exatamente às 7h, na manhã seguinte, um impecável Oldsmobile, com o logo do Isle of Capri, estacionava à porta do hotel. O motorista dirigiu-se até nós, apresentou-se, apanhou nossa bagagem e nos levou para New Orleans, passando primeiramente pelo Omni Hotel, e seguindo até o Louis Armstrong New Orleans International Airport. Final de uma excelente viagem!
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