05/07/2021 às 15h36min - Atualizada em 05/07/2021 às 15h36min

Perdas

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário - wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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A dor da perda é um dos momentos mais difíceis na vida de qualquer um de nós. Não raramente nos tornamos dependentes de ver a pessoa que nos deixou, sentir, tocar, ou um simples telefonema durante o dia. Vivemos ainda o olhar, o sorriso, a fala e determinada característica que só aquela pessoa possuía.
Por vezes, pensamos na razão de não ter feito mais por ela, convivido mais, conversado mais, aproveitado mais a presença de quem já não se encontra mais presente. O coração chora e os olhos transbordam lágrimas que desaguam em um vazio na certeza de que todo ser humano é insubstituível.
O que fazer quando a razão nos diz para seguir em frente e a emoção nos paralisa? Certamente cada um vive sua própria dor e ela é imensurável e inquestionável e por isso, não existem fórmulas, nem receitas prontas para um recomeçar.
Contudo, talvez uma das maneiras é acreditar no amor como o bálsamo a amenizar nosso sofrer.
Certamente, a pessoa que nos deixou, deixou em nós o seu amor e o desejo para que fossemos felizes, continuar nossa luta, resistir e persistir, nunca desistir.
E se amamos quem nos deixou, fica a nossa esperança de que ela está feliz onde estiver, seguindo sua trajetória, na vida que nunca morre.
Por tudo, vivenciar a dor com tudo o que ela nos ensina faz parte de um processo de cura do humano que existe em nós.
Porém, é imponderável não prolongarmos uma tristeza inútil, por nós e por quem fisicamente nos deixou.


 







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