Já se rendeu à trend do momento?

Por Carol Affonso - Comunicação Estratégica para Instagram
02/04/2025 15h50 - Atualizado há 1 dia

Personagens do Estúdio Ghibli invadiram os perfis do Instagram com a Nova Função de Imagens do ChatGPT 4.0

A recente atualização do ChatGPT para a versão 4.0 trouxe uma funcionalidade inovadora: a geração de imagens por meio de inteligência artificial. Essa novidade tem impulsionado uma tendência viral nas redes sociais, onde usuários transformam suas fotos pessoais em ilustrações no estilo característico do renomado Estúdio Ghibli.

O ChatGPT 4.0 agora incorpora o modelo Sora, substituindo o anterior DALL·E. Essa integração permite que os usuários criem imagens detalhadas e estilizadas diretamente na plataforma. Para gerar uma imagem no estilo Ghibli, basta acessar o ChatGPT, selecionar a opção de imagem, inserir um comando como “Me mostre no estilo do Estúdio Ghibli” e aguardar o processamento. Essa funcionalidade está disponível para todos os planos, incluindo a versão gratuita, embora com limites de uso para usuários não assinantes.

A popularização dessa tendência deve-se, em parte, à facilidade de uso da ferramenta e ao apelo nostálgico das animações do Estúdio Ghibli. Usuários têm compartilhado suas “Ghiblificações” em diversas plataformas, gerando um movimento viral. No entanto, a integração da geração de imagens no ChatGPT 4.0 não apenas ampliou as possibilidades criativas dos usuários, mas também desencadeou debates significativos nas redes sociais. A principal questão gira em torno da tênue linha entre inspiração e apropriação na arte gerada por inteligência artificial (IA).


APROPRIAÇÃO INDEVIDA? - Enquanto alguns veem essa funcionalidade como uma revolução criativa, permitindo que indivíduos sem formação artística produzam obras visuais impressionantes, outros alertam para os riscos de apropriação indevida de estilos artísticos consagrados. A capacidade da IA de replicar estéticas específicas levanta preocupações sobre a originalidade e os direitos autorais das obras geradas. Especialistas destacam que a reprodução do estilo de artistas renomados sem consentimento pode infringir direitos de propriedade intelectual, mesmo que a obra resultante seja tecnicamente inédita.

Além disso, a utilização de obras pré-existentes para treinar modelos de IA sem a devida autorização levanta questões éticas e legais. A apropriação de elementos artísticos sem reconhecimento ou compensação aos criadores originais é uma preocupação crescente na comunidade artística.

Diante desse cenário, é essencial promover um diálogo aberto entre desenvolvedores de IA, artistas e legisladores para estabelecer diretrizes claras que equilibrem a inovação tecnológica com a proteção dos direitos autorais e a valorização da criatividade humana. Essa discussão é fundamental para navegar na interseção entre tecnologia e arte, garantindo que a revolução criativa proporcionada pela IA respeite os limites éticos e legais estabelecido

 

 

 
 
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FONTE: @carolonlline
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