09/11/2020 às 15h57min - Atualizada em 09/11/2020 às 15h57min

Crianças correm mais riscos na exposição à radiação dos exames de imagens

O raio X, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são grandes aliados no diagnóstico de problemas nos ossos, órgãos, vasos sanguíneos e outros tecidos moles e, nas últimas décadas, têm sido cada vez mais solicitados. Mas, se por um lado, eles podem ajudar a salvar vidas, na medida em que oferecem resultados rápidos e precisos, esses exames devem ser utilizados de forma comedida para não provocarem problemas futuramente, principalmente nas crianças.
“São exames complementares e nem sempre necessários”, explica a médica Danielle Pereira Vilela, pediatra da Unimed Poços. “Muitas vezes o exame clínico já é suficiente para fechar um diagnóstico. Um exemplo é o da sinusite. O raio X do seio da face foi abolido para o diagnóstico, mas é frequente a insistência dos pais para fazer o exame para eles se sentirem mais seguros”.
A pediatra explica que o risco de efeitos prejudiciais devido à radiação ionizante nos 10 primeiros anos de vida é de 3 a 4 vezes maior do que entre 30 e 40 anos, e de 5 a 7 vezes maior quando comparado a exposições após os 50 anos. “Os pais precisam se conscientizar que esta exposição desnecessária pode ter consequências no futuro”, conta. “Vários estudos mostram a relação entre a radiação com o aumento da incidência de câncer, não a radiação em si, mas o efeito cumulativo ao longo da vida do paciente”.
 
PROGRAMA DE RADIOPROTEÇÃO - Em 2016, a Unimed lançou o Programa de Proteção Radiológica Infantil, que ganhou a adesão das cooperativas de saúde do Sistema, entre elas, da Unimed Poços. Foi lançada a cartilha de recomendação de procedimentos médicos para exames radiológicos ACR, a fim de conscientizar e orientar os profissionais sobre os benefícios da utilização consciente desses exames e os seus riscos; realizada campanha direcionada aos pais; e criada uma carteirinha especial para as crianças, onde são anotados todos os exames realizados e as datas. A carteira permite aos médicos o conhecimento da frequência e da data de realização dos últimos exames, para então avaliar com segurança a necessidade da solicitação de um novo procedimento. Ela também traz orientações de segurança aos pais e responsáveis, como uma escala comparativa da radiação recebida por exames e a radiação natural ou de fundo, proveniente do meio ambiente. 
Para os profissionais de saúde do Hospital, a Unimed Poços desenvolve também iniciativas e treinamentos específicos para protegê-los, coordenadas pela Equipe de Radioproteção.
 
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