22/06/2021 às 16h15min - Atualizada em 22/06/2021 às 16h15min

Embaixada reabre para emissão de vistos: intercâmbios nos EUA já podem ser realizados

FONTE E FOTO: Queissada Comunicação - Agência RP & Digital Full Service

Com os vistos de estudante, brasileiros não precisarão mais passar 14 dias em outro país antes de entrar nos Estados Unidos
 
Em maio, alguns estados americanos iniciaram uma campanha de vacinação de turistas que forem visitar as terras estadunidenses. Essa movimentação levantou diversos debates sobre ética e desigualdade, mas o fato é que não há irregularidades legais para essa movimentação e, para os que têm condições, é uma oportunidade de adiantar a imunização sem furar a fila brasileira.
Também criou-se questionamentos sobre o motivo de o país estar oferecendo suas vacinas a estrangeiros. Além do fato de movimentar a economia do turismo, há doses de sobra, visto que muitos americanos, por conta de teorias da conspiração e resistências de algumas comunidades, não estão se vacinando.
 
Os brasileiros que desejam ir para fazer o "turismo de vacinação" precisam ter a dupla cidadania, ou passar por uma quarentena de pelo menos 14 dias em um país que tenha voos permitidos para os Estados Unidos. Todavia, para os indivíduos que têm o visto de estudante não há mais a necessidade de cumprir esses 14 dias isolados. Para os que não possuem o visto de estudante há várias opções no México, em que é possível aproveitar o tempo nas praias do país. Ao final, é necessário que apresente um teste negativo da Covid para, então, conseguir um embarque rumo às terras norte-americanas.
 
Com essa promessa, buscadores de viagem viram a procura de voos rumo aos EUA aumentarem. Em maio, só o buscador Kayak registrou 719% mais procuras de voos rumo à Nova York em relação ao mês anterior. Miami, Los Angeles e Orlando também tiveram um grande aumento (527%, 421% e 398% respectivamente).
 
Os beneficiados com esse programa, entretanto, eram apenas aqueles com documentos em mãos, já que a Embaixada Americana no Brasil parou de emitir vistos em 2020 por conta da pandemia. Agora, após um ano da suspensão, a Embaixada voltou a realizar agendamentos para o pedido de vistos de estudo no exterior.
Eduardo Heidemann, diretor da TravelMate , empresa associada da Belta (Associação que certifica a credibilidade das agências de intercâmbio brasileiras), explica que "para conseguir um visto F1 é necessário já estar aceito em alguma instituição de ensino nos EUA". Heidemann complementa que é possível fazer a aquisição do pacote de intercâmbio para estudar nos EUA com a Travelmate, de forma parcelada, e segura. Enfatizou que os programas devem ter início a partir do dia 1º de agosto, além disso, relembrou que a entrevista no consulado é de forma presencial e o embarque pode ser feito até 30 dias antes do início das aulas. Por isso, a importância de já aproveitar este mês de Junho para adquirir o intercâmbio.
 
Para a emissão do documento americano é necessário comprovar matrícula em instituições de ensino nos Estados Unidos, preencher três formulários (I-20, DS-160 e I-901), pagar a taxa de solicitação e a SEVIS (Student and Exchange Visitor), agendar a entrevista e entregar a documentação. Essas e mais informações estão disponíveis no site da Embaixada Americana .
 
Com esse tipo de visto, é possível ir ao exterior fazer um curso de idiomas, um programa high school ou higher education em alguma universidade americana e, ainda, aproveitar e se imunizar em outro país, sem os gastos da quarentena no México. "É uma ótima oportunidade para quem vem postergando o sonho de estudar nos Estados Unidos. Além de fazer um intercâmbio, estar imunizado contra a doença que aflige todo o mundo há quase dois anos é uma ótima oportunidade", comenta Eduardo Heidemann.

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