21/06/2021 às 15h36min - Atualizada em 21/06/2021 às 15h36min

Ismos

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário - wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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Verdadeiramente, não descobri a razão, mas tenho problemas de compreensão com muitas palavras que terminam com “ismo”. Será que é um traumatismo ou cismo com isso, ou será que vivo em um sismo, um abismo intelectual?
Isso não é de hoje. Acredito que começou em meu batismo, ou mesmo nas aulas de catecismo com o criacionismo e o fixismo, continuou com a minha dificuldade de entender o abolicionismo e depois, mais adulto, para compreender as diferenças entre comunismo, socialismo e capitalismo, marxismo versus nazismo, o verdadeiro significado de liberalismo e, mais recentemente, essa palavra que virou um modismo, o negacionismo.
Muitos até tentam me explicar, mas daí fico pensando: estarei envolvido em um sofismo?
Contudo, no realismo, aumentou muito o número de “ismos” na sociedade atual.
É o racismo, o machismo, o feminismo, o fascismo, o sadismo, o sectarismo, o radicalismo, o militarismo, o vitimismo, o extremismo, o sedentarismo. Isso talvez explique o crescimento dos casos de vandalismo e do ceticismo, além da queda do romantismo.
Será que perdemos o lirismo, o purismo?
Assim, apesar do início do reumatismo, continuo acreditando no jornalismo e com muito otimismo, meu desejo é terminar meus dias fazendo turismo, sem moralismo, em uma praia de nudismo, praticando o budismo, o ciclismo, o naturalismo e principalmente, sem comodismo, o humanismo.



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