31/05/2021 às 15h15min - Atualizada em 31/05/2021 às 15h15min

Hoje e amanhã

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário - wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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Nunca quis saber sobre o futuro. Se o amanhã seria melhor ou ainda mais duro. Não procuro cartomantes, tarólogos ou videntes. O que me reservam os astros, sempre me foi indiferente.
Assim, entro em cada dia como quem abre a porta de um quarto escuro, como quem viaja em um voo cego, como quem espia por detrás do muro.
Sou apenas um passageiro a mais nesse trem e sei que no final do túnel, existe luz, pois carrego a fé como lanterna e, na vida, o amor me conduz.
Sei também que não morrerei na véspera e o meu dia chegará, sei, que nada nos pertence, vivemos realmente ao Deus dará, mas tudo o que a gente planta, no amanhã, colherá.
Assim, tranquilizo meu espírito ao olhar para o horizonte, sei, a água chegará, mesmo não sabendo a fonte.
Terei dias felizes e outros nem tanto, em uma hora aportará o sorriso, em outra, desaguará o pranto.
Sei, sobretudo, que todo ano termina, mas não apresenta o final, a flor que morre aqui, renascerá em outro quintal.
Enfim, a cada manhã que se inicia, não necessito de premonição. Ele será o que tiver que ser, pois o que o corpo sofre para aprender, a alma compreende como evolução.
 
 














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