24/05/2021 às 16h50min - Atualizada em 24/05/2021 às 16h50min

Sabor e turismo nos cafés de Socorro, localizada no Circuito das Águas Paulista

FONTE E FOTOS: VGCOM - Vanessa Giannellini Comunicação


De visitas guiadas às plantações até lugares para comprar e provar café na cidade
 
Degustar um bom café já é incrível para os apaixonados pela bebida. Agora imagina se vier acompanhado de uma experiência que lhe estimule sentimentos e interação mais aprofundada com o espaço visitado e que envolva temas da região como história e cultura, por exemplo. Quem gosta de café e de vivência precisa conhecer (ou voltar) a Estância Hidromineral de Socorro - cidade turística localizada no Circuito das Águas Paulista e referência em aventura e ecoturismo.
De visitas guiadas às fazendas até lugares charmosos para comprar e degustar o “queridinho” dos brasileiros, a cidade é um bom lugar para comemorar o Dia Nacional do Café. “O turismo de café, de uma maneira geral, está se estruturando e representa um potencial de crescimento muito grande, principalmente como oportunidade de negócio para pequenos e médios produtores. Porque ele cria condições que as pessoas procuram muito que é ter acesso e conhecer o produto na origem”, afirma Luiz Eduardo de Bovi, sócio Fazenda 7 Senhoras Speciality Coffee.
Com dois períodos bem definidos, um de boas precipitações - que ocorre entre o período de florada e enchimento dos grãos - e outro seco - com noites frias e dias quentes, durante o outono e o inverno, quando ocorre o período final de maturação e o início da colheita, a região do Circuito da Águas Paulista reúne condições excepcionais para a produção de um café com agradável equilíbrio entre acidez cítrica, corpo e doçura, intenso aroma frutado, com variação para caramelo e nozes e prolongado retro gosto.
 
No roteiro de turismo de café de Socorro precisa constar a visitação na Fazenda 7 Senhoras Speciality Coffee, com mais de 100 anos de história. São 365 hectares, 55 cultivados com mudas de café dos tipos Catuaí vermelho, Catuaí amarelo, Mundo Novo e Bourbon amarelo. Nela, o visitante conhece a plantação e o processo de beneficiamento do café, conduzido por um guia que apresenta a história da fazenda e do trabalho no pós-colheita, que compreende a etapa da via úmida, terreiro, secadores, bem como a unidade de beneficiamento e seleção de grãos. Nada melhor que finalizar na cafeteria, onde um barista demonstra alguns métodos de preparo de café, descreve as principais características e oferece para degustação. A visitação dura cerca de 1h30. É necessário agendar com antecedência pelo site.
Preocupados com o meio ambiente, entre outras coisas, as cápsulas dos quatro tipos do café 7 Senhoras são biodegradáveis. Orgulham-se de, por duas vezes, serem primeiro lugar no concurso de cafés, do Circuito das Águas Paulista - em 2015 e 2016 - na modalidade cereja descascado. Os cafés estão à venda na própria fazenda, no site e em vários locais da cidade.
 
Outros lugares que possibilitam acompanhar todo o processo de produção, desde a plantação até a bebida pronta - batizado como “do cafezal ao cafezinho” - com um guia são os Hotéis Fazenda Campo dos Sonhos e Parque dos Sonhos. São exatos 40.000 pés de café que podem resultar em 50 toneladas/ano dos cafés Catuaí Amarelo, Vermelho, Bourbon, Mundo Novo (Brasil). A torra é apenas com o café de qualidade, ou seja, o arábica. O Café do Campo em pó, em grão e em cápsulas (compatíveis com sistema Nespresso), é comercializado apenas nas unidades da Rede dos Sonhos. Mas, despacham via correio. De olho na sustentabilidade, a plantação é feita toda em curva de nível para manter a umidade do solo e diminuir a erosão.
 
O Villa Empório vende um café com cerca de 200 anos de história e que está na terceira geração da família. A plantação - com 20 hectares - está no bairro do Serrote. A produção está em torno de 4 mil sacas ao ano dos cafés Bourbon e Catuaí, vendidos em pó e em grão. Lá também é possível pedir o Café da Roça, um charme, e a própria pessoa prepara no coador de pano o Macchiato, Capuccino e Café gelado, entre outros.   
 
“Cafezinho” gostoso também é o do Sítio Santa Cruz, que fica no bairro do Currupira, no Sabores do Currupira. São mais de 46 anos de dedicação, do plantio ao produto final. Tudo de forma artesanal e familiar e com a preservação da área de plantação - cerca de 2 hectares -, por meio do projeto agrofloresta, que promove a agricultura e a conservação das matas. Entre outras ações, não utilizam agrotóxicos. A propriedade rural - com capacidade de produção de 2 toneladas de café seco por ano - manufatura os cafés Mundo Novo e Catuaí amarelo e vermelho. E o processo produtivo é o arábica. São vendidos em pó ou em grãos no sítio, no quiosque próprio que fica no Horto Florestal e no Empório do Cristo. De café também fazem geleia, um sucesso entre os turistas, inclusive já enviada até para pessoas em outros países, como Canadá.
 
Outra opção apreciada na região é a do Rancho Pompéia. O café in natura é adquirido em uma fazenda localizada no bairro Serrote, em Socorro. Mas é no Rancho que ele ganha personalidade com a torra artesanal (com Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária), processamento e empacotamento. O café vendido na propriedade rural é moído na hora, mas também é comercializado em grãos. Ambos podem ser enviados pelos correios. No “café caipira”, entre os 20 itens, também é servido o bolo de café. É preciso agendar com antecedência.
 
Onde tomar um bom café
 
O Brasil se mantém como o segundo maior consumidor de café do mundo, com cerca de 6 milhões de sacas a menos que o líder, Estados Unidos, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Para ajudar a justificar os números, que tal um café em Socorro? “Nas cafeterias da cidade encontram-se cafés de mais qualidade e com diferentes métodos de preparo, que trabalham o café da própria região enriquecendo a experiência do turista”, ressalta Bovi.
 
- O Shopp Café é o lugar que representa muito bem a bebida, com cerca de 20 opções de cafés expressos, cafés com leite, capuccinos e frapês. Destaque para o Latte Nutella; Frappê Barista, bebida surpresa em que o cliente precisa confiar na criação do barista, e Latte Ice (café espresso com leite gelado extra cremoso, adocicado com essência sabor vanilla).
- O Trilha Café tem sugestões de dar água na boca. As opções quentes incluem o Café Carioca, Irish Coffee (base de café expresso e uísque irlandês), Cappuccino Nutella (expresso com chocolate, leite vaporizado e creme de nutella original). Servido gelado, o Frappe Café Ovomaltine (bebida à base de sorvete e café trufado com creme de ovomaltine original).
- O bar Saint Sunset aposta no gosto pela bebida. No cardápio opções para aquecer como o Café com creme de avelã (café, creme de avelã, casca de laranja e creme de leite fresco), o Kopenhagen (café, chocolate ao leite e leite vaporizado) e o Café com caramelo (café, xarope de caramelo, sorvete de creme, açúcar e canela). Para os paladares que apreciam café gelado, Milk Shake de Café (café, sorvete de creme, leite condensado e chantilly) e Smoothie de café (café, leite, leite condensado e gelo).
- No restaurante do Parque Vale das Pedras o destaque fica para a Caipirinha de café, feita com esses dois produtos originários da cidade, além de limão.
 
Chegada do café no Circuito das Águas Paulista
 
O café chegou à região de Campinas por volta de 1835. Encontrou excepcionais condições de clima e solo, além de uma condição socioeconômica em transformação, e atingiu as montanhas e vales do Circuito das Águas Paulista.
Com o fim da escravidão, o sistema de produção mudou muito e começam a desembarcar nas fazendas da região imigrantes do Norte da Itália, além de espanhóis, árabes e outras nacionalidades que buscavam oportunidades no Brasil e que foram acolhidos nessa região.
Em 1887, o imperador Dom Pedro II fundou o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que até hoje dá sustentação técnica à evolução do processo tecnológico do café para todas as regiões produtoras do Brasil.
Neste contexto socioeconômico, constituiu-se as bases para que a região do Circuito das Águas Paulista se consolidasse como uma região histórica de produção de cafés especiais.
As lavouras situam-se nas ramificações da Serra da Mantiqueira, entre 850 a 1350 m de altitude, com clima ameno de montanha.
 
Protocolos de prevenção
 
Os associados da ASTUR são sempre orientados e atualizados sobre a importância de seguirem os protocolos de prevenção da Covid-19. Cada estabelecimento adotou medidas apropriadas para o tipo de negócio, mas em todos, por exemplo, o uso de máscara pela equipe e pelo turista é obrigatório e o álcool em gel fica à disposição. Recentemente, a Estância Hidromineral de Socorro recebeu a certificação Safe Travels (viagens seguras) concedido pela World Travel & Tourism Council (WTTC). O protocolo estabelece regras de saúde e higiene a serem cumpridas por empresas, cidades e países, com o objetivo de tornar as viagens mais seguras, em época de Covid-19. Foi elaborado seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) com a colaboração de diversas entidades ligadas ao setor turístico.
“Ser uma das primeiras cidades do estado de São Paulo a receber o selo é muito significante. Primeiro pelo município ser reconhecido por uma instituição internacional, que atesta a prática de regras e, por consequência, ser um destino seguro. Segundo, mostra o potencial que a cidade tem para atrair o turista. É, sem dúvida, um reconhecimento importante para nosso destino”, diz Ana Paula Monteiro, secretária de Turismo de Socorro.
 
Para visitação, compra e/ou degustação de café, acesse www.socorro.tur.br
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