19/05/2021 às 14h49min - Atualizada em 19/05/2021 às 14h49min

Temporada do pinhão em Monte Verde (MG)

FONTE: Gabriela Castilho - wgo Comunicação -
 Gastronomia no distrito turístico vai além do tradicional fondue
 
O outono dá início à temporada do pinhão, semente das araucárias, típico da culinária do Sul e de parte do Sudeste do Brasil. Em Monte Verde (MG), moradores partiram de receitas tradicionais para elaborar pratos novos, como nhoque, risotos, caldo e biscoito doce, além dos tradicionais entrevero e sapecada, para valorizar ainda mais a semente e mostrar que a gastronomia local vai muito além do fondue. É comum encontrar nos restaurantes e empórios locais desde pães, hambúrgueres, risoto, pinhão em conserva, entre tantos outros quitutes.
 
Quem fala sobre o ingrediente é a chef de cozinha Sônia Kohen, proprietária do restaurante italiano Villa Donna, inaugurado há 12 anos, seis anos depois de ter mudado de São Paulo com o marido para o distrito de Camanducaia. "Queríamos incluir Monte Verde no roteiro da gastronomia do Sul de Minas e, para isso, passamos a realizar festivais no distrito. Até hoje, tem turista que liga no hotel para encomendar um prato que provou em alguma edição do festival. Com essa iniciativa, hoje encontramos em Monte Verde boa comida italiana, alemã, as mais diversas culinárias e tudo envolto da cultura local", afirma.
A chef ressalta que o pinhão, depois de cozido, pode ser usado de diversas formas, seja frito, em fatias ou até mesmo processado. Um dos pratos mais famosos é o entrevero, que lembra o arroz tropeiro. A semente é misturada com bacon, linguiça, calabresa, frango, carne de boi, cenoura, tomate, cebola, mandioca e arroz. Em seu restaurante, a receita que mais sai é o caldinho de pinhão, que é preparado com manteiga, vinho branco e creme de leite. O nhoque, que foi criado exclusivamente para uma das edições do festival gastronômico, não está no cardápio do Villa Donna, mas é feito sob encomenda de turistas que o experimentaram no evento e não conseguem esquecer.
 
Sônia diz que a beleza do pinhão está em dois momentos: quando as pinhas caem das árvores e quando é feita a sapecada. "Quando chega o outono e o inverno, você vê chuvas de pinhão embaixo das araucárias; é lindo vê-los cair. E, com eles, caem também as garras, que usamos para a fogueira", diz. A tradição manda que as garras sejam colhidas para fazer uma pilha, que será utilizada como base da fogueira. A semente é colocada ao topo, e o fogo começa pela base, numa queima rápida de dois minutos, tempo suficiente para a torra. "É um momento muito bonito, pois todos se reúnem em volta da fogueira para vivenciar aquilo. É muito comum ter moda de viola, o que embeleza ainda mais o cuidar do fogo e ver o pinhão sapecar para fora", relata.
 
ARRAIAL - Entre os dias 29 de maio e 15 de agosto, o Parque Oschin, associado MOVE, realizará um arraial em parceria com a agência e com a Associação Comercial de Monte Verde. O evento contará com a tradicional sapecada de pinhão, café tropeiro, casamento caipira, fogueira, tirolesa e outras atrações.
O local oferece playground para as crianças e diversas atividades ao ar livre, como o caminho das hortênsias, a pedra do Bento, lagos, cascatas e grutas. Aberto diariamente, o parque funciona das 10h às 18h e está localizado na rua da Mantiqueira, nº 1.460.
 
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS - Por ser rico em fibras, o consumo de pinhão pode trazer diversos benefícios, como prevenir doenças intestinais. A semente é composta por vários minerais, como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, enxofre e sódio. Porém, merece destaque no fornecimento de potássio, mineral que ajuda a controlar a pressão arterial. Também é rico em ácidos graxos linoleico (ômega 6) e oleico (ômega 9), que contribuem para a redução do colesterol no sangue.


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