30/11/2023 às 15h55min - Atualizada em 30/11/2023 às 15h55min

Mitos sobre educação bilíngue

FONTE E FOTOS: Marketing Maple Bear Poços de Caldas
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Muito se tem falado a respeito de bilinguismo e educação bilíngue nos últimos anos. O crescimento exponente de escolas e programas bilíngues trouxeram muitas dúvidas, especulações e generalizações a respeito do tema. Sendo assim, discutimos abaixo seis grandes mitos e/ou expectativas que perpassam as discussões a respeito de educação bilíngue no Brasil. Confira.
 
Mito 1 - A escola para ser bilíngue deve oferecer mais aulas de inglês ou outra língua adicional.
Oferecer mais aulas em uma outra língua não caracteriza a escola como bilíngue. De acordo com resolução 485 da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais, que dispõe sobre a normatização da Educação Plurilíngue no estado de Minas Gerais, para que uma escola seja caracterizada como bilíngue deve promover “a formação integral do estudante, por meio de experiências de aprendizagem conduzidas em duas ou mais línguas de instrução”. Ou seja, a mera intensificação de aulas de inglês no currículo escolar não caracteriza uma educação bilíngue. 
 
Mito 2 - Uma criança que estuda em escola bilíngue confunde as duas línguas e parece que não aprende nenhuma direito.
A criança que está em um contexto social em que são utilizadas duas ou mais línguas, necessita a todo tempo, fazer escolhas de qual sistema utilizar em cada momento. Em vista disto, é normal que em algum momento ela “misture” as duas línguas em sua fala. Vários estudos comprovam que língua não está separada em dois compartimentos diferentes no cérebro, e sim que a aprendizagem das línguas se dá, principalmente na infância, de maneira a construir sinapses no cérebro onde um mesmo conceito ou objeto tem duas maneiras diferentes de serem nomeadas.
 
Mito 3 - Contaram para mim que uma criança que estuda em escola bilíngue demora mais para falar e escrever, pois tem duas línguas para se preocupar.
Assim como no mito anterior, o fato de a criança ter que trabalhar com dois sistemas de representação ao mesmo tempo, gera um trabalho intenso no cérebro, que o fortalece. O que temos, muitas vezes, são expectativas exageradas dos adultos com relação à produção oral e escrita das crianças. Considerando que cada criança tem seu tempo para dizer as primeiras palavras e que esse tempo pode ter uma variação maior que 2 anos, como acreditar que uma criança em contextos de bilinguismo não possa também ter essas variações? A prática nos mostra que, em linhas gerais, crianças expostas por muito tempo a duas ou mais línguas, passam pelo processo de apropriação do sistema de leitura e escrita de maneira mais rápida.
 
Mito 4 - Vou tirar meus filhos da escola bilíngue para cursar o Ensino Médio em escola regular para poder prepará-los para o Vestibular.
Independentemente se a escola é bilíngue ou não, acreditamos que a preparação deva ser de um aluno capaz de organizar seus conhecimentos de maneira a aplicar em diversas situações, como o Vestibular, processo seletivo de universidades fora do país ou mercado de trabalho.
 
Mito 5 - Sou professor(a) e não sou fluente em outra língua. Vou perder o meu emprego!
A educação bilíngue não é somente para o professor que dá aulas em outra língua. Compreendemos que toda a comunidade escolar tem responsabilidade pela construção de uma educação bilíngue em sua escola. Para ser bilíngue a escola precisa se comunicar em dois idiomas. Além do mais, a lei garante que o estudante deva ter sua educação básica ministrada também na língua oficial do Brasil, que é o português.


 
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Fonte: Texto adaptado do original Malta S. Afonso D. Mitos sobre educação bilíngue no Brasil. Ampliando Horizonte. São Paulo. 2018.
 
SERVIÇO:
Maple Bear Poços de Caldas
Endereço: Rua Padre Henry Mothon, 52 - Centro
Site: https://pocosdecaldas.maplebear.com.br/
Instagram: @maplebearpocosdecaldas
WhatsApp: (35) 8469-1075
Coordenadora Pedagógica: Samanta Malta Pereira da Silva

 
Por Samanta Malta - Coordenadora e Gestora Pedagógica na Maple Bear Poços de Caldas. Licenciada em Letras Inglês/Português; Pós-graduada em Gestão Escolar pela USP-Esalq e mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP

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