08/11/2023 às 16h28min - Atualizada em 08/11/2023 às 16h28min

O verão e a fadiga da artrite reumatoide

FONTE: Ana Carolini Lima - [email protected] - FOTOS: Reprodução Google / Divulgação
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Reumatologista Cláudia G. Schainberg explica razões, prevenções, cuidados e tratamentos sobre a doença autoimune na estação mais quente do ano
 
A artrite reumatoide é uma doença autoimune crônica, caracterizada pelo aumento gradual da inflamação e elasticidade da membrana que reveste as articulações, o que pode resultar em lesões ósseas permanentes, dores, desconfortos e perda de função. “Esta doença acomete cerca de dois milhões de brasileiros, geralmente as mulheres são afetadas duas vezes mais que os homens, atingindo entre 30 e 40 anos de idade”, diz a reumatologista Cláudia G. Schainberg.
 
Algumas pessoas relatam que a artrite reumatoide piora no calor do verão. No entanto, essa relação entre o verão e a fadiga da artrite reumatoide não é universal e pode variar de pessoa para pessoa, dependendo muito da gravidade da doença. “O clima mais quente, desidratação e o excesso à exposição ao sol, são algumas razões pelas quais o verão pode afetar a artrite reumatoide, com as temperaturas mais elevadas a desidratação é mais rápida, causando mais dor e inchaço nas articulações, fazendo com que a sensação de fadiga aumente”, relata Schainberg.
 
Para se prevenir da fadiga da artrite reumatoide no verão, é ideal adotar algumas estratégias. “Beba muita água para evitar a desidratação, evite sobrecarregar as articulações, faça atividades físicas em horários em que o clima esteja mais fresco, e sempre que necessário faça uma pausa para descanso, use protetor solar e roupas apropriadas para se proteger do excesso solar”, explica.
 
O tratamento desta doença varia de acordo com o nível de gravidade de cada paciente. Os anti-inflamatórios são os medicamentos iniciais para a artrite reumatoide, logo em seguida são utilizados os corticoides para fases mais agudas, podendo ser realizados tratamentos cirúrgicos. Além dos tratamentos, é possível realizar alguns cuidados para controle. “Fisioterapia e terapia ocupacional para fortalecer os músculos, exercícios regulares, como alongamento, descanso adequado, gerenciamento de estresse, controle de peso, a esquiva de tabagismo e consumo de álcool são cuidados que pessoas com esta doença autoimune crônica devem ter”, explica Schainberg, ressaltando que o acompanhamento pelo médico reumatologista é fundamental e deve ser contínuo, podendo variar os intervalos entre as consultas de cada paciente.
 
SOBRE A DRA. CLÁUDIA G. SCHAINBERG – Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, possui mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Fez também especialização em Reumatologia no Canadá e Estados Unidos. Atualmente exerce atividades de ensino, assistência e pesquisa no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde chefia o Laboratório de Imunologia Celular do LIM-17 e o Ambulatório de Artrites da Infância. Também faz parte do corpo clínico dos hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês e Alemão Oswaldo Cruz. Já no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua nos Ambulatórios de Osteoartrite, Gota e Espondiloartrites.

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