06/10/2020 às 17h34min - Atualizada em 06/10/2020 às 17h34min

Cidade do Panamá

Com seu famoso Canal, uma cidade bonita e moderna que abriu-se para o Turismo

A Cidade do Panamá já vem sendo apelidada de “Dubai das Américas” por conta de seus modernos arranha-céus que superam os 200 metros de altura. Ao lado dessa modernidade, a cidade conta com um centro histórico preservado, conhecido como Casco Viejo. Trata-se de o bairro mais badalado da cidade, mas também o menor deles. Com apenas quatro avenidas, Casco Viejo tornou-se um verdadeiro point na cidade, além de ser um distrito protegido pela UNESCO.
Cidade de compras e largas avenidas, calçadões e áreas de laser, vêm crescendo para o turismo.
O centro de visitantes Miraflores é um espaço onde você pode viver uma experiência única no Canal do Panamá. Por lá, o visitante encontra atividades diferentes para aprender mais sobre a obra e entender como funciona o canal.
O centro oferece também uma projeção em 3D sobre a história do lugar.Tudo muito lúdico e informativo, com tradução disponível em inglês e espanhol.
Outra opção é ver os navios transitando pelas eclusas do canal no edifício de três níveis para a observação. Esse é o lugar ideal para tirar fotos e guardar memórias dessa maravilha da engenharia.
 
Calçada de Amador
Amador é uma avenida que liga o continente às pequenas ilhas Naos, Perico e Flamenco.
O lugar, além de ficar numa área nova da cidade, rende ótimas caminhadas ao ar livre, sempre acompanhadas de paisagens bonitas. O Causeway de Amador é uma das regiões mais atraentes e gostosas da cidade, pois convida a um passeio tranquilo e ao ar livre.
Causeway na verdade é uma avenida construída com as pedras remanescentes da construção do Canal do Panamá, que liga a parte central da cidade a três pequenas ilhas repletas de restaurantes, lojas e uma marina.
No passeio da Causeway Amador, não deixe de apreciar o Bio Museu, que conta com uma lindíssima estrutura metálica e multicolorida. O Biomuseu conta com uma bela estrutura metálica e multicoloridaUm emaranhado multicolorido se ergue imponente em uma antiga área militar americana na entrada do Canal do Panamá, idealizado pelo arquiteto canadense Frank Gehry.  O museu tem como objetivo alertar para a conservação da biodiversidade do planeta, e seu interior surpreende pela arquitetura e pelas exibições. O museu dedicado à biodiversidade panamenha caracteriza-se pelas paredes e telhas de metal coloridas.
Ele tem 4 mil metros quadrados, onde há espaço com projeções sobre a vida animal do Panamá, fósseis, uma rocha de 70 milhões de anos e muito mais. O magnífico contraste da construção de diversas cores com os arranha-céus panamenhos ao fundo, já vale como um convite.
Olha essa imagem: não é Nova York, nem Tóquio, mas a Cidade do Panamá, uma capital moderna, limpa e muito organizada. Da mesma forma que as principais cidades do mundo, a capital do Panamá, com seus 1,5 milhões de habitantes, presenteia os turistas com uma série de atrativos para quem deseja curtir a noite em boates ou bares descolados, ir em excelentes restaurantes, conhecer museus, fazer compras ou mesmo passear por áreas tranquilas.
 
Igreja de San Jose
O exterior da Igreja de San Jose não é tão fascinante, por isso, não chama a atenção.
Talvez o elemento mais marcante da Igreja seja o altar de ouro e o santuário barroco ao seu redor. Além da beleza externa, a Igreja de San José também tem um passado interessante.Quanto ao altar de ouro, parte do que se sabe é que os padres jesuítas que moravam na Cidade do Panamá há centenas de anos o pintaram de preto para impedir que o famoso pirata Henry Morgan tentasse roubá-lo. Construída durante a década de 1670, a Igreja de San Jose está localizada em Casco Viejo e tem celebrações com frequência.
 
Panamá Viejo - um passeio que vale a pena
Para conhecer a história da cidade, o visitante deve conhecer o Panamá Viejo, a área mais antiga da região, que preserva construções feitas em pedras.
Outro bairro que chama atenção pela quantidade de atrativos é Casco Antiguo, com suas ruas de pedra e edifícios antigos
 
Panamá Viejo é um passeio incrível para quem valoriza o conhecimento histórico do lugar que está visitando, pois nas ruínas você vai conhecer boa parte da trajetória do país e também da Cidade do Panamá.
O Panamá Viejo são os restos da antiga capital panamense. O conjunto com o Distrito Histórico do Panamá representa um Patrimônio Mundial da Unesco desde 1997, sendo que sua área abrangida foi aumentada em 2003. Vale a pena a visita.
A Cidade do Panamá foi fundada em 1519, e o grande destaque das ruínas é a Catedral, com sua imponente torre, que oferece uma linda vista da área verde da região. O local fica aberto de terça a domingo.
A melhor forma de chegar lá é de táxi e os pontos de referências são: Via Cincuentenario – Centro de Visitantes, e ao lado da Estatua Morelos.
O Casco Viejo ou Casco Antiguo representa a “segunda cidade”, que começou a ser construída após a primeira vila ter sido totalmente saqueada e destruída por piratas em 1671 na região de Panama Viejo, e cujas ruínas podem ser visitadas por turistas. O Casco Viejo está estrategicamente localizado em uma região com vista para o mar e com geografia específica. A construção da muralha na época, permitiu a  proteção das invasões de piratas ao longo dos séculos 16 e 17.
 
Diz a lenda que o Capitão Morgan e seus piratas estavam chegando para saquear os locais. Para impedir isso, o próprio povo queimou TODA a cidade.
Logo depois construíram uma nova Cidade do Panamá, chamada de 
Cascuo Antiguo (ou cidade antiga).
 
O novo Canal do Panamá
Depois de quase nove anos de gigantescas obras, foi inaugurado o novo Canal do Panamá para permitir a passagem de cargueiros de maior porte e multiplicar
a capacidade comercial da rota estratégica

 
Inaugurado em 26 de junho de 2016, o novo Canal do Panamá duplica a capacidade da hidrovia que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. O alargamento, que custou US$ 25,5 bilhões (cerca de R$ 90 bilhões), agora pode receber navios de até 14 mil TEUs. O canal tende a aumentar a competitividade da marinha mercante, principalmente em países que possuem embarcações de grande calado. Estados Unidos e China saem na frente neste quesito. Por outro lado, prejudica quem não tiver portos preparados para receber os supernavios, que tendem a dominar a travessia Atlântico-Pacífico.
O “velho” Canal foi inaugurado em 1914, possui hoje 82 km de comprimento, e sua largura varia.
No Estreito de Culebra o canal tem 90 metros de largura, já no Lago de Gatún o caminho se alarga para 350 metros.
 
A tentativa francesa de construir o Canal
No século 19, o Panamá era uma província colombiana, e sua configuração territorial já chamava a atenção de estudiosos e autoridades de países desenvolvidos. Em 1879, o francês Ferdinand de Lesseps negociou com a Colômbia a permissão para construir um canal marítimo em seu território e para tanto, criou a Companhia Universal do Canal Interoceânico do Panamá. Entretanto, a iniciativa não deu certo e a sua empresa faliu em 1889.
O fracasso da construção francesa do Canal se deu em virtude dos inúmeros operários mortos, em razão do clima do local, que favoreceu a proliferação de doenças tropicais, como a febre amarela e malária. Além disso, os franceses não tiveram êxito no projeto de construir uma via em único nível, resultando em significativos desabamentos nas encostas da construção, devido ao impacto das ondas do mar.
 
Os Estados Unidos e o Canal do Panamá
O interesse estadunidense na construção da via fez com que o país comprasse as ações da falida empresa francesa, por cerca de 40 milhões de dólares. O canal representava um novo caminho, que encurtaria as distâncias entre os oceanos que banhavam os EUA e diminuiria significativamente a quilometragem para a costa leste da América do Sul. Antes da construção da via, o trajeto entre o Pacífico e o Atlântico que cercavam as extremidades do país era de 20 mil km e durava aproximadamente dez dias.Para conseguir a concessão da obra, os Estados Unidos apoiou o Panamá em seu processo de independência.
Com a separação, o governo panamenho autorizou a construção do canal em seu território, obra que envolveu mais de 75 mil trabalhadores, durante os 10 anos de construção.
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