18/09/2023 às 15h35min - Atualizada em 18/09/2023 às 15h35min

Lideranças indígenas de quatro estados brasileiros participam de eventos em Nova York

FONTE E FOTOS: Rose Lino - [email protected]
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Nesta quarta-feira (20), no Consulado Brasileiro em Nova York, o grupo participa da exibição do longa Somos Guardiões, seguida de debate e painel com convidados
 
Mulheres indígenas estão em Nova York, nos Estados Unidos, para uma série de encontros e importantes eventos na defesa dos povos originários do Brasil. Elas levam informação para o mundo e suas vozes representam a verdade sobre a história, a vida, os costumes e os reais desejos dos povos que representam. O Brasil, segundo o Ministério dos Povos Originários, tem 305 diferentes etnias, cada uma com suas particularidades.
 
O primeiro compromisso foi no Bar e Restaurante Beija-Flor, no bairro do Queens, que cedeu o espaço para que americanos, brasileiros, moradores da cidade e pessoas de outras nacionalidades pudessem ter contato com as líderes indígenas. Elas falaram ao público, conversaram com muitas pessoas e apresentaram um pouco sobre as etnias Pankararu, Pataxó, Tikuna e Shanenawa, dos estados de Pernambuco, Acre, Bahia e Amazonas.
 
O convite foi feito pelo Instituto Por Elas, coordenado pela mineira de Belo Horizonte, Rizzia Froes, que vive em Nova York.
 
"Esta parceria busca muitos resultados no respeito aos povos indígenas e principalmente às mulheres. Só acredito no combate à violência contra a mulher a partir da independência financeira. O Instituto Por Elas atua de forma que cada mulher dê a mão à outra para que todas sejam fortalecidas”, disse Rizzia.
 
Ana Luiza Oliveira, liderança do povo Shanetatcha Pankararu, no estado de Pernambuco, é cantora, ativista e cirurgiã dentista.
Mukani Huniki é xamã e líder espiritual do povo Shanenawa, no estado do Acre.  
Kandara Pataxó é ativista e educadora, representa o povo Pataxó no sul do estado da Bahia, Porto Seguro.
Daru Tikuna é artista plástica e representa o povo de Tikuna, na região do Rio Solimões, no Amazonas. Ela ainda faz parte do Conselho Estadual de Política Cultural do Estado de Minas Gerais, da Coordenação do Grupo de Trabalho de Salvaguarda da Cultura Indígena de Minas Gerais e é Mestra dos Saberes Tradicionais no Projeto Jardins Sagrados.
 
A tarde teve música, a arte indígena em quadros, roupas e acessórios, mas também um importante chamamento para ouvir os povos da floresta. Esta é a primeira vez destas mulheres nos Estados Unidos.
 
"Eu saí da minha aldeia para combater a humilhação, os estereótipos, o preconceito e a falta de conhecimento. Represento 46 comunidades de pessoas que querem antes de tudo, respeito", disse Kandara Pataxó. Ela é mãe de cinco filhos, dois deles cursam universidade em Salvador (BA). Filha da cacique, mostra a força da mulher. "Somos preparadas para isso na nossa aldeia, para resistir e defender nosso povo". Segundo ela, a criação do Ministério dos Povos Originários e as mudanças na Funai melhoram o caminho, mas é preciso que as lideranças saiam das aldeias para criar pontes. Kandara é coordenadora do Centro de Referência Contra a Violência às Mulheres na região onde vive na Bahia.
 
No Consulado Brasileiro em Nova York, o grupo participa nesta quarta-feira, 20 de setembro, da exibição do longa do diretor indígena Edivan Guajajara, Somos Guardiões, seguida de debate e painel com convidados.
 
Encontros com a diversidade e o aprendizado constante que ensina a maior riqueza do ser humano, apenas ser quem é e ser respeitado por isso.
 
 
Por Rose Lino - Jornalista, profissional de Marketing, Gestão de Pessoas e Administração


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