28/04/2021 às 14h32min - Atualizada em 28/04/2021 às 14h32min

A guerra das vacinas

Por: Bayard Do Coutto Boiteux
            
A retomada da atividade turística passa necessariamente pelas vacinas. Hoje, o grupo de vacinados é o novo nicho de mercado. Transitam no renascimento individual e na vontade comercial de sobreviver. Vivem das expectativas de segurança e da crença que podem trazer e o farão seguramente um novo momento de “Esperança" na retomada da economia.                                   
Foram imunizados por acreditarem que contribuíam para se proteger, tomar conta dos outros e perceber que poderiam simplesmente viver. A compra das vacinas e a distribuição das mesmas no mundo, mostrou uma guerra fria nunca vista: defesa de patentes, negacionismo dos princípios de solidariedade internacional e visão de mera proteção de seus nacionais, sem levar em conta a triste divisão de pobres e ricos no acesso.  
Como se não bastasse, agora vem da Europa um clamor pela defesa de apenas algumas vacinas. As fronteiras fechadas só vão se abrir para alguns. Escolhidos a dedos pelos até então maiores receptores de turistas e presentes no inconsciente de viajar. 
Considerar vacinas de primeira linha ou segunda parece ser um caminho errôneo da Comunidade Europeia e um grande desafio para a Organização Mundial do Turismo e para a Organização Mundial de Saúde. Estaremos criando um novo visto obrigatório que vai valorizar um aspecto de longa data das relações meramente comerciais?         
São minhas primeiras e preocupantes observações num mundo de tantas incongruências, desafios e respostas científicas caminhando. 
 
            
*Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, consultor em políticas públicas e privadas de Turismo, escritor, pesquisador, funcionário público e trabalha voluntariamente na Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ e no Instituto Preservale

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